Quando o assunto é o tratamento à saúde, todo cuidado precisa ser redobrado. Basta um deslize para colocar em risco de contaminação todo um ambiente e, em sua maioria, isso se dá graças ao ar.

Para diminuir as chances de que isso aconteça, há normas técnicas e boas práticas recomendadas para os profissionais da área e para os locais em si. Uma delas é a NBR-7256, que explica como deve acontecer o tratamento de ar em ambientes relativos ao cuidado com a saúde.

Para não perder nenhuma informação, continue lendo e saiba mais sobre esse importante documento.

O que é a NBR-7256?

A NBR-7256 se refere a uma norma estabelecida pela ABNT e que deve ser utilizada por estabelecimentos de assistência de saúde (EAS). Ela trata, basicamente, da necessidade de cuidar das condições do ar desses locais por meio do uso de equipamentos corretos.

Ela não se aplica a ambientes de alto risco e, sim, a ambientes que possuam risco 1 segundo a classificação. Exemplos são ambientes como laboratórios de análise, salas de exame como a endoscopia e salas de cirurgia, como de indução e recuperação da anestesia.

Ela é obrigatória para os novos EAS e para os que sofrerem reforma, garantindo que a circulação de ar aconteça da maneira adequada.

Quais os objetivos do seu uso?

Como toda norma técnica, o principal objetivo de uso da NBR-7256 é garantir a segurança. Porém, a abordagem desta norma tem alguns objetivos específicos:

Evitar a contaminação de ambientes pelo ar

O ar pode ser um meio propagador de microrganismos e um possível transmissor de doenças. Em um ambiente relacionado à saúde, essa é uma característica ainda mais forte, então é preciso redobrar os cuidados.

A aplicação dessa norma, portanto, tem como um dos objetivos evitar que ambientes do EAS e do lado de fora sejam contaminados por microrganismos que podem estar presentes em fluidos dos pacientes e que entram em contato com o ar durante exames ou determinados procedimentos.

Evitar a proliferação de microrganismos

Da mesma forma que o ar pode transmitir os microrganismos, suas condições podem favorecer o seu desenvolvimento. Um ar muito quente ou muito úmido, por exemplo, cria as condições perfeitas para desenvolvimento de muitos microrganismos.

Com a aplicação da norma de maneira correta, por outro lado, há mais chances de esses elementos se manterem inofensivos e não serem “ativados”.

Garantir a pureza do ar

Assim, a norma é importante porque age de forma a garantir que o ar que circula entre ambientes seja o mais puro possível. É o caso de quando a norma estabelece que o ar deve circular em gradientes do ambiente menos contaminado para o que tiver maior concentração de partículas.

Isso garante, tanto quanto possível, que o ar no ambiente seja puro o bastante para não causar problemas de saúde nas pessoas que circulam por eles..

O que dita essa norma?

Para chegar a esses objetivos, a norma estabelece algumas ações a serem implementadas. Essas atitudes são de caráter obrigatório para novos EAS e para os que sofrerem reforma, estando em acordo com as instruções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Dentre as recomendações estão questões ligadas aos seguintes fatores:

Recirculação de ar

Para a recirculação de ar, é obrigatório que a filtragem aconteça de maneira contínua, junto ao ar externo. Porém, esse ar deve ser de um local com risco igual ou menor ao do ambiente para evitar um aumento da contaminação.

Além disso, é indispensável que os filtros tenham capacidade e eficiência atestada pelos fabricantes, com a filtragem acontecendo dentro dos maiores níveis de segurança possíveis.

Pressurização do ar

Também é fundamental forçar o ar para que ele circule no sentido adequado. Isso significa que é necessário haver pressurização para que a movimentação aconteça dos ambientes menos contaminados para os mais contaminados.

Proteção contra incêndio

Outro ponto a ser observado é que todo o projeto de tratamento do ar estabelecido por essa norma deve ser elaborado e executado levando em consideração a proteção contra incêndio.

Ao tratar desse assunto, a norma fala sobre a necessidade de contar com um dispositivo corta-fogo e fumaça. Em caso de incêndio, este dispositivo evita que a chama e que a fumaça se espalhem, o que contaminaria outros ambientes pelos dutos de ar.

Instalação de equipamentos

Do ponto de vista mais técnico, a instalação de equipamentos como climatizadores, umidificadores e ventiladores precisa acontecer no estágio adequado de filtragem. Em geral, isso significa fazer a instalação no segundo estágio, ou seja, no lado com mais pressão do duto.

Também é importante garantir o acesso facilitado para limpeza, manutenção e troca de peças conforme houver acúmulo de partículas, por exemplo. Outro ponto é que a instalação precisa ser feita de maneira a seguir diversas regras, como a realização de testes de gradiente e comprovação por meio da documentação.

Sendo assim, é fundamental contar com uma empresa especializada e de qualidade para que o resultado não seja apenas seguro, mas também dentro do que estabelece a norma.

Níveis de ruído

Todo esse processo de tratamento do ar precisa ser executado obedecendo aos níveis máximos de ruídos. Para tanto, os projetos devem considerar as vibrações causadas pelo funcionamento dos equipamentos, isolando e diminuindo esse barulho para se adequar a outras normas.

Realização de obras

Como obras podem liberar partículas, poeira e também fungos diversos, é preciso tomar cuidado com a circulação de ar. Se a reforma for dentro do EAS, devem-se eliminar os dutos de ar e garantir o isolamento da área após a análise de riscos.

Em obras externas ao EAS, é necessário selar hermeticamente as janelas, redirecionar os tubos de ar e manter redobrada a atenção quanto aos níveis de filtragem e de partículas em suspensão no ar.

A NBR-7256 é um documento técnico que determina quais são as práticas de segurança a serem seguidas para garantir a proteção do ar em ambientes relacionados à assistência de saúde. Ao seguir essas regras, garante-se um ar mais puro e com menos chances de contaminação.

Já que manter a segurança é tão importante, que tal compartilhar esse post nas suas redes sociais? Assim, mais gente passa a conhecer essa norma!

2 Comentários em “Saiba mais sobre o NBR-7256”

  1. Prezados Srs

    Muito didática a explanação. Parabéns !

    Aproveitando a oportunidade, vejo muitos hospitais contratando a Controlbio para fazer a análise do ar. Porém o que percebi nos laudos que tive acesso, é que eles escrevem que os parâmetros utilizados para as análises são os preconizados na Resolução 9 da Anvisa que se refere a ambientes públicos e coletivos ( restaurantes, cinemas, shoppings, etc..) e não uma sala limpa que é o caso do centro cirúrgico. E nesse laudo eles informam que ” para ambientes especiais onde precisam de filtros absolutos como hospitais, laboratórios, etc…deve seguir as normas específicas. Entendo que essas normas especificas se referem a NBR 7256 para hospitais por exemplo. Pergunta: então o laudo que os hospitais recebem não atestam na realidade que as salas limpas ( cirurgicas) estão dentro das condições preconizadas pela RDC 50 ( NBR 7256).

    Gostaria de uma resposta dos Srs.

    Att

  2. Prezados Srs

    Muito didática a explanação. Parabéns !

    Aproveitando a oportunidade, vejo muitos hospitais contratando a Controlbio para fazer a análise do ar. Porém o que percebi nos laudos que tive acesso, é que eles escrevem que os parâmetros utilizados para as análises são os preconizados na Resolução 9 da Anvisa que se refere a ambientes públicos e coletivos ( restaurantes, cinemas, shoppings, etc..) e não uma sala limpa que é o caso do centro cirúrgico. E nesse laudo eles informam que ” para ambientes especiais onde precisam de filtros absolutos como hospitais, laboratórios, etc…deve seguir as normas específicas. Entendo que essas normas especificas se referem a NBR 7256 para hospitais por exemplo. Pergunta: então o laudo que os hospitais recebem não atestam na realidade que as salas limpas ( cirurgicas) estão dentro das condições preconizadas pela RDC 50 ( NBR 7256).

    Gostaria de uma resposta dos Srs.

    Att

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