Sabemos que é muito comum o aumento de problemas respiratórios no inverno, graças à queda brusca da temperatura ambiente, que deixa o organismo mais vulnerável à doenças.

Além disso, as atividades realizadas no próprio local de trabalho ainda podem agravar esses riscos, especialmente se a empresa tiver setores com aglomeração de pessoas ou utilizar de substâncias alérgenas, como aromas e pó.

Por isso, é essencial elaborar medidas preventivas para manter a saúde dos colaboradores e evitar uma epidemia — o que, além de perigoso, ainda aumenta o índice de absenteísmo na empresa.

Neste texto, veremos quais são os mais propícios problemas respiratórios no inverno, bem como suas medidas de prevenção. Então, acompanhe e confira!

Os problemas respiratórios que são agravados no inverno

Além da própria queda da temperatura, existem ouros vários tipos de agentes nocivos que podem gerar reações adversas ao organismo. São eles:

  • agentes mecânicos, como poeiras de construção, pó e serragem;
  • agentes químicos, como um gás ou vapor asfixiante;
  • agentes combinados, como a fumaça de queima de produtos inflamáveis, por exemplo.

De fato, as doenças respiratórias ocupacionais são muito frequentes no Brasil, mas ainda pouco estudadas pela inciativa privada e pelos órgãos públicos. As mais conhecidas delas são:

Asma ocupacional

Ocasionada pela inalação de poeira, fumo e gases, essa doença tem sua gravidade classificada em graus, de 1 a 4. Para o diagnóstico correto, o médico alia a análise clínica aos resultados dos exames. Vejamos melhor essa classificação:

  • grau 1: sintomas amenos, e intervalados até duas noites por mês ou até dois dias por semana, com agravamento no inverno, por exemplo;
  • grau 2: sintomas contínuos e leves a partir de duas vezes por semana, e somente uma vez em um único dia;
  • grau 3: sintomas persistentes moderados, mais de uma noite por semana e, pelo menos, uma vez por dia;
  • grau 4: sintomas graves e duradouros ao longo do dia, quase todos os dias, e frequentemente no período da noite.

Grande parte das pessoas com asma costuma ficar bastante tempo sem apresentar sintomas. Mas, se são expostas a algum agente, a crise retorna de forma intercalada, podendo durar minutos ou dias, tornando-se grave se o fluxo de ar nos pulmões diminuir. Suas principais manifestações são:

  • dificuldade em respirar, que se agrava com atividades rotineiras ou exercício físico;
  • tosse seca ou composta de muco;
  • repuxamento da pele entre as costelas no momento da respiração;
  • respiração ofegante durante a noite ou no período da manhã, piorando quando se inspira ar frio.

Para o tratamento dessa doença, os médicos costumam receitar broncodilatadores, que desobstruem as vias respiratórias.

Rinite alérgica

Essa é a doença de maior ocorrência da atualidade. Como outras alergias, a rinite alérgica é causada tanto por fatores genéticos quanto ambientais (como poeira, gases, aromas, ar seco etc). Seus principais sintomas são:

  • crise de espirros;
  • coceira no nariz;
  • congestão nasal;
  • coriza intensa.

Seu tratamento é feito com o uso de antialérgicos, vacinas, corticoides e descongestionantes. E, se não tratada no início, pode evoluir para doenças mais graves, como sinusite, amigdalite, bronquite e até pneumonia.

Bronquite

A bronquite é ocasionada, basicamente, pela inflamação dos brônquios. A forma aguda da doença é muito comum, e costuma vir acompanhada de outras moléstias, como a gripe, por exemplo. Já a sua forma crônica precisa de cuidados especiais, pois dura muito tempo.

Inicialmente, ela afeta a garganta e o nariz, depois, se aloja nos pulmões. Por vezes, pode contrair uma infecção bacteriana no sistema respiratório — o que significa que a doença se tornará mais grave, além do vírus.

A poluição, a emissão de gases tóxicos, o fumo e as baixas temperaturas do ambiente de trabalho estão entre as causas mais prováveis da bronquite crônica. Seus principais sintomas são:

  • tosse com muco;
  • fadiga;
  • chiado no peito;
  • desconforto no peito;
  • falta de ar;
  • febre e calafrios.

Para o tratamento da bronquite, o médico poderá receitar alguns medicamentos específicos, afinal, cada paciente possui um sintoma diferente. Porém, alguns hábitos são de extrema importância para evitar a doença, como manter-se hidratado, umidificar as vias aéreas, respirar pelo nariz e receber todas as vacinas.

Pneumonia

Existem diversos tipos pneumonia, que pode ser provocada por fungos, vírus, bactérias ou até pela inalação de produtos químicos. Diferente da gripe, essa doença tem baixa incidência de transmissão.

Seus principais fatores de risco são:

  • fumo: provoca reação inflamatória devido à nicotina, que facilita o acúmulo de agentes infecciosos nos pulmões;
  • álcool: prejudica o sistema imunológico;
  • ar-condicionado: diminui a umidade do ar, deixando o ar muito seco e facilitando a propagação de impurezas, vírus e bactérias no ambiente de trabalho;
  • mudança brusca de temperatura, principalmente no inverno.

Nesse sentido, seus principais sintomas são:

  • tosse;
  • dor no tórax;
  • febre alta;
  • confusão mental;
  • mal-estar generalizado;
  • falta de ar;
  • fraqueza;
  • secreção de muco intensa.

Para o tratamento da pneumonia, é recomendado repouso absoluto e o uso de antibióticos. A internação pode ser necessária caso a doença afete os dois pulmões, comprometendo os demais órgãos por prejudicar a oxigenação do sangue.

As medidas preventivas

Diante tandos problemas respiratórios no inverno, as ações preventivas devem ser redobradas nessa época. Afinal, é preciso que as empresas cumpram seu papel de fiscalização em prol do bem-estar dos seus colaboradores.

Nesse caso, elaborar um programa de proteção respiratória (PPR) relacionado aos riscos da atividade é uma excelente alternativa. Vejamos, então, algumas das ações a serem cumpridas pelo PPR:

Ações de um PPR

  • gerir emissões na origem;
  • evitar procedimentos que produzem aerossóis, poeiras ou vapores;
  • fazer uso de substâncias sob uma composição menos perigosa, como granulados ou misturas, em vez de pós;
  • utilizar sistemas fechados/selados de transferência e enchimento de insumos e/ou materiais em forma de fibras ou pó;
  • controlar as emissões por meio de ventilação, encapsulamento, exaustores de fumos e outras medidas preventivas utilizadas no ambiente de trabalho;
  • controlar a umidade do ar e arejar ambientes fechados;
  • evitar a aglomeração de pessoas, separando-as em equipes menores;
  • elaborar um plano de limpeza e manutenção, com indicação dos métodos, da periodicidade e do equipamento de limpeza;
  • utilizar aspiradores ou processos úmidos, em vez de vassouras.

Por fim, também é fundamental informar os colaboradores sobre alguns cuidados e medidas essenciais, como:

  • as práticas seguras das atividades;
  • os alérgenos respiratórios que compõem o processo de produção;
  • a correta utilização dos EPIs das vias respiratórias, como a sua correta colocação e remoção, e as restrições cabíveis ao seu uso e conservação;
  • os próprios problemas respiratórios no inverno, é claro — explicando que, nessa estação, o risco de contrair doenças aumenta bastante se as tarefas não são feitas com cautela.

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